Paro e percebo que a rua, de noite, faz
jus ao piche, e percebo que o acaso aqui
me deixa ver o Redentor por entre os vãos
prédios, barracos, nuvens, almas carregadas.
Neste vale súbito de garoa e pedra,
respiro o sal no suor do ar, sobra do amor
com o mar, e celebro o nascimento e morte
do instante e só eu reconheço o milagre
e só, sorrio cerce em face de tal sorte.